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Governador volta decretar Lockdown e Faciap reage de imediato sendo contra

Em Manifesto divulgado na tarde desta sexta-feira, 26, a Faciap entidade representante de 300 associações comerciais do estado, reagiu de imediato a medida que proíbe até 8 de março, os serviços não essências como aconteceu no início da Pandemia.

Em Quedas do Iguaçu (centro-sul paranaense) diversos empresários também se manifestaram contra a medida numa rede social:

“Incoerente um lockdown em nosso município ! População não usa mais máscara, mesmo nos comércios muitos não usam, bares lotados, governo liberando as escolas até meio da semana e agora falar em lockdown ? Falta um pouco de coerência e responsabilidade do governo, fiscalizar não esperar chegar ao limite e condenar todos pelo seu erro! Acho que está na hora de dizer chega pra tanta incompetência dos nossos governos em conduzir essa pandemia e a conta sempre sobra para quem trabalha!”.

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Segundo a assessoria do prefeito de Quedas do Iguaçu,Elcio Jaime da Luz,”Será editado um decreto Municipal e publicado segunda feira, 1⁰ de março, o toque de recolher será colocado em prática neste sábado, 27, a partir das 20h , as lojas funcionam normalmente amanhã, é bem provável que o prefeito permita o funcionamento do comércio, mas com todas as medidas protetivas necessárias”.

Abaixo o Manifesto:

É preciso punir os irresponsáveis

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), entidade que representa mais de 300 Associações Comerciais e cerca de 50 mil empresas,
é contrária ao lockdown decretado hoje em todo o Paraná.

Os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas de prevenção. O setor produtivo vem trabalhando com responsabilidade, segurança e não é foco de contaminação.

Um novo lockdown vai gerar desemprego e reduzir a renda das famílias. Muitos empreendimentos vão falir, pois já se encontram em situação de fragilidade devido à lenta recuperação dos fechamentos anteriores. Muitas famílias serão obrigadas a ficar em casa sem ter recursos para necessidades básicas.

A Faciap entende que o poder público poderia trabalhar com medidas restritivas que impeçam aglomerações, como a Lei Seca e o toque de recolher, intensificando a fiscalização para punir os infratores.

O trabalhador e o empresário não devem pagar a conta das aglomerações clandestinas que, em sua grande maioria, ocorrem em horários alternativos aos do setor produtivo. Se existem donos de bares, restaurantes e cultos religiosos que promovem aglomerações e contribuem para espalhar o vírus, que sejam também punidos. Este ônus não deve cair sobre quem luta para preservar a vida e trabalhar com segurança.

É preciso ampliar a fiscalização, aumentar a quantidade de leitos hospitalares, intensificar a realização de testes e ter a certeza de que as pessoas infectadas cumpram a quarentena com a disciplina necessária.

A FACIAP lamenta profundamente as mortes provocadas pela pandemia e ressalta que o lockdown não é a saída mais viável, pois abala a economia e contribui pouco para o combate ao vírus. Em muitos casos, prejudica mais do que ajuda.

Imunizar a população é uma medida emergencial e deve ser tratada como prioridade. Cabe ao Governo Federal atuar com mais eficiência e agilidade para que a vacinação chegue o mais rápido possível a todos.

O setor produtivo precisa continuar em funcionamento, contribuindo para a nossa sociedade com a responsabilidade e seriedade de sempre.

Atenciosamente,
Fernando Moraes (foto)
Presidente da Faciap

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