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Os diferentes cenários de desemprego para o Paraná

Mesmo com taxas de desemprego abaixo da média do país, Região Sul pode dobrar o número de desempregados nos próximos meses.

Para avaliar a implicação da pandemia sobre o desemprego no Paraná e na Região Sul, a Caravela Soluções projetou três cenários de desemprego a partir da segmentação dos trabalhadores em níveis de risco de perder seus empregos.
 
Dos mais de 3 milhões de empregados formais no estado, cerca de 1,6 milhão (52%) está no grupo com baixo risco de desligamento. A maior parte deles trabalha no setor público, em instituições de ensino, em empresas ligadas ao abastecimento de alimentos e nos serviços de saúde.  Ao mesmo tempo em que são o maior grupo, os trabalhadores de baixo risco também têm os maiores salários, com uma média de R$ 3,3 mil de remuneração mensal.
 
Atividades com médio risco de desligamento somam cerca de 596 mil profissionais, que estão ligados principalmente à indústria de transformação. Por outro lado, os trabalhadores que têm alto risco somam 865 mil e ocupam funções no comércio, atividades de limpeza e de construção. A média salarial desse grupo é menor, de R$ 1,9 mil. Outra característica destes profissionais é que 65% estão deles atuam em micro e pequenas empresas, justamente as aquelas que têm maiores dificuldades financeiras.
 
Implicações da pandemia sobre o desemprego 
 
Cerca de 11,6 milhões de pessoas estavam desocupadas no final de 2019 no Brasil, montante que corresponde a uma taxa de desemprego de 11%. Já na Região Sul essa taxa cai para 6,8%, com pouco mais de um milhão de pessoas procurando emprego. Com uma taxa de 7,3%, o Paraná tem o quinto menor nível de desemprego do país. 
 
Em um primeiro cenário, consideravelmente otimista quanto à resiliência da economia, haveria um nível de 10% de desligamento em atividades de alto risco e 5% em atividades de médio risco.  Ainda que pouco provável, essa simulação já colocaria as taxas de desocupação de cada um dos estados da região Sul acima do maior valor já encontrado para cada uma das economias da região para o trimestre, o que traz o tamanho do desafio que temos pela frente. 
 
O segundo cenário, com quadro de 20% de desligamento dos funcionários de alto risco e 10% dos trabalhadores de médio risco resulta em uma projeção de 240 mil desligamentos como efeito econômico imediato da pandemia para o Paraná.
 
Por último, no cenário mais pessimista, onde cerca de um terço dos trabalhadores dos setores de alto risco de desligamento efetivamente perdem seus empregos, juntamente com 15% de demissões nas atividades de médio risco, teríamos uma situação em que a taxa de desocupação praticamente dobra.

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