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Câncer de mama: toda a quimioterapia cai o cabelo?

Hoje, a terapia-alvo e a imunoterapia, por exemplo, apresentam toxicidade e efeitos colaterais diferentes

 prevenção e os exames regulares são pilares fundamentais para a saúde da mulher. E o câncer de mama é uma das grandes preocupações do público feminino. Afinal, a doença desponta com o maior número de casos e responde por quase 30% dos diagnósticos de câncer entre as mulheres, não considerando o câncer de pele não melanoma, segundo projeções do INCA (Instituto Nacional de Câncer) para 2020.

Assim como outros tumores, o diagnóstico precoce é fundamental para um resultado positivo. Uma das inquietações de muitas pacientes está relacionada com a queda de cabelo durante o tratamento da doença. Na verdade, existem vários tipos de tratamento do câncer de mama.

Hoje, a terapia-alvo e a imunoterapia, por exemplo, apresentam toxicidade e efeitos colaterais diferentes. O avanço da medicina trouxe esses tratamentos com remédios que inibem a multiplicação das células cancerígenas, agindo diretamente nos seus receptores. Os novos medicamentos trabalham ainda para ativar o sistema imunológico, contribuindo para que o corpo humano combata o tumor.

De acordo com cada paciente, o médico pode substituir os tratamentos tradicionais de quimioterapia, que não conseguem atuar de forma tão específica nas células. Inclusive, essa opção acaba afetando as células saudáveis.

Os novos tratamentos para o câncer, até para os tumores da mama, já são aplicados em vários países com bons resultados. Eles ainda garantem uma melhor qualidade de vida dos pacientes, reduzindo os impactos negativos de uma quimioterapia.

Portanto, é possível afirmar que nem todas as pacientes com câncer de mama precisarão enfrentar a queda do cabelo. A imunoterapia e as terapias-alvos são indicadas, inclusive, para pacientes com o tumor em fases mais avançadas. O profissional vai indicar o melhor procedimento, que pode ser cirurgia seguida de imunoterapia ou terapia-alvo.

A saúde da mulher ganha com essas novas conquistas e os profissionais têm novas ferramentas que, com certeza, estão melhorando a qualidade de vida das pacientes.

(*) Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); consultor científico da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO); e oncologista do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

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