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O que muda com a baixa da taxa básica de juros?

pós o quarto corte consecutivo, SELIC chegou a 4,5% ao ano, piso nunca atingido na história do país

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) anunciou a redução da taxa SELIC para 4,5% ao ano, a menor da séria na história. Neste ponto, é importante lembrar que, em meados de outubro de 2015, a SELIC era de 14,25%. Mas, o que aconteceu para esta redução drástica e acelerada da SELIC? E de que forma isso pode afetar a vida dos brasileiros? Para responder estes e outros questionamentos, é imprescindível entender o que é esta taxa. 

O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) é parte do Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB), gerenciado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Ou seja, é a partir da SELIC que ocorre a gestão dos títulos de dívida federais. De acordo com Christian Bundt, economista e professor do ISAE Escola de Negócios, é possível entender a SELIC como uma ferramenta de controle do governo federal para tomar recursos financeiros de terceiros. “A taxa SELIC é o quanto o governo está disposto a pagar de juros nesse sistema”, explica o especialista. “Por meio dela, o governo também influencia a quantidade de dinheiro no mercado e a atratividade dos financiamentos ofertados pelos bancos”, complementa Bundt.

A partir disso, é possível compreender a influência da taxa no consumo da população, que também afeta diretamente na inflação. Para Bundt, este é de fato o alvo do BCB ao mexer no SELIC, já que é a principal referência para outras taxas de juros do país, como as dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. Ou seja, a taxa de juros da operação que você paga/recebe no banco ou na cooperativa tem forte relação com o aumento ou diminuição da SELIC.

“Com esta mudança, vale ir à sua instituição financeira negociar aquele empréstimo, aquela aplicação e até a taxa de administração do seu consórcio e da previdência privada”, aconselha o especialista. “Em espectro mais amplo, quem sabe esta é hora de investir aquele dinheiro guardado em um negócio, como em um imóvel para alugar. Afinal, juros baixos privilegiam as atividades empresariais”, explica ele. Para as empresas, a dica do economista é repensar a estratégia de financiamento. “Ao invés do empréstimo tradicional, quem sabe debêntures ou outros recebíveis mais personalizados?”, aponta.

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