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Varizes afetam milhões de brasileiros

Considerando graus mais leves, estudos apontam que a doença vascular mais conhecida também pode acometer até 80% da população mundial.

As varizes podem dizer muito mais sobre a nossa saúde do que se imagina. Elas não devem ser vistas apenas como um desconforto estético, pois muitas vezes indicam um problema circulatório que exige acompanhamento médico. “É uma doença de evolução crônica, que se manifesta com maior frequência a partir dos 30 anos de idade, especialmente nas mulheres, embora os homens também possam ser acometidos. Vale lembrar que essa doença tem um impacto socioeconômico importante, pois em seus graus mais avançados, pode gerar limitações e grandes períodos de afastamento do trabalho”, explica o médico cooperado da Unimed Curitiba especialista em cirurgia vascular, Antonio Lacerda Santos Filho.

Nas pernas, há diferentes classificações para este problema. Os vasos finos são superficiais e de coloração variável, parecendo pequenos riscos. As microvarizes são veias com pequena dilatação e extensão limitada e de poucos milímetros. Já as varizes, são veias dilatadas e tortuosas que fazem relevo principalmente na pele das pernas. O médico explica que isso dificulta o retorno do sangue venoso dos membros inferiores ao coração e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), podem afetar entre 20 e 64% dos brasileiros em graus intermediários e até 20% em graus mais avançados. Considerando graus mais leves, estudos apontam anda que a doença vascular mais conhecida também pode acometer até 80% da população mundial.

Existem alguns fatores de risco para o surgimento das marcas como, por exemplo, herança familiar, gestação, trabalhar muito tempo em pé ou sentado com pernas pendentes, realizar atividades que exigem grande esforço físico, uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal, sedentarismo e obesidade. Essas condições podem aumentar a pressão nas veias dos membros inferiores e resultar nas varizes.

O médico cooperado Antonio Lacerda Santos Filho explica que sintomas como edema (inchaço), cãibras, dor e sensação de peso e desconforto nas pernas, principalmente vespertinos, estão entre os principais indícios da doença, além da questão visual que afeta também a estética. “Na realidade, depende muito do grau em que se encontra a doença e o estilo de vida que a pessoa leva. Podemos ter casos sem sintomas, somente com o componente visual que traz o desconforto estético da paciente”, afirma. “Entretanto, há casos mais avançados em que o paciente pode ter flebites, que são inflamações que podem levar à formação de coágulos no local (trombose), hemorragias pelo rompimento de uma veia, erisipela (processo infeccioso) e até a formação de úlceras que demoram em cicatrizar”, completa. O médico ainda afirma que algumas manchas e lesões na pele podem favorecer infecções e limitar o dia a dia da pessoa.

Como evitar?

“Manter exercícios aeróbicos de rotina, como caminhada e natação, bem como fazer alguns movimentos com os pés, para cima e para baixo, ou caminhar um pouco durante o período de trabalho também são importantes para a prevenção”, afirma o especialista. Antonio Lacerda Santos Filho. Ele também informa que, ao manter as pernas elevadas por algum tempo, o paciente colabora para que o sangue retorne com mais facilidade. Algumas atitudes também ajudam, como:

– Cuidar do peso e evitar o efeito sanfona.

– Praticar atividade física.

– Evitar ficar muito tempo na mesma posição no ambiente de trabalho.

Tratamento

Sobre o tratamento, o especialista explica que deve ser inicialmente clínico, passando por cuidados com a pele e uso de medicações e meias de compressão graduadas, sob orientação e prescrição médica.

“Em alguns casos, há necessidade de outros procedimentos – ambulatoriais, como aplicações, ou hospitalares, como cirurgias”, afirma, reforçando que existem várias técnicas disponíveis para o tratamento cirúrgico e que o cirurgião vascular é o médico com a maior condição de avaliar cada caso e indicar o melhor tratamento.

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