A Folha de São Paulo e o “Fakebook”

A decisão do jornal Folha de S. Paulo de parar de atualizar sua conta, depois do anúncio da rede social de que diminuiria a visibilidade do jornalismo não está sendo bem vista por empresas jornalísticas.

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Mark Zuckerberg: mais tititi familiar e gracinhas infantis

alerta da revista “Veja” publicado em sua penúltima edição, em 31 de janeiro, acerca do Facebook, ganhou mais um capítulo na quinta-feira passada (8) com a decisão do jornal Folha de S. Paulo de parar de atualizar sua conta, depois do anúncio da rede social de que diminuiria a visibilidade do jornalismo.

Quer dizer: cada vez mais, redes sociais com tititis familiares e gracinhas de pets e crianças…

FAMILIARES E AMIGOS

A ordem do CEO Mark Zuckerberg, anunciada para os acionistas, é priorizar, através de alteração de algoritmos, a circulação de posts de familiares e amigos em detrimento de notícias divulgadas por empresas jornalísticas.

BARULHINHO GRANDE

O barulho foi grande. A Folha decidiu, em discussão interna, que o Facebook, chamado de ‘Fakebook’ por não tomar medidas de precaução para diferenciar notícias factuais das falsas (ou “verdades alternativas”, no vernáculo trumpista), vai buscar outros caminhos para fazer chegar aos seus leitores as notícias do jornal e do site. Ambos passam por reformulações.

VALE DO SILÍCIO

É um baque para os leitores da Folha acostumados a acompanhar as informações via Facebook. Mas o baque maior ainda está por vir. E pode gerar abalos sísmicos inclusive na região do Vale do Silício.