Copel está ressarcindo consumidores lesados por correspondente bancário

Conta que foi ressarcida ao cliente esta datada em 4 de setembro, não havia registro de pagamento no sistema da Copel

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No início do mês de setembro a população quedense foi surpreendida com a notícia envolvendo a empresa Pague Rápido Recebimentos (Correspondente Bancário) localizada na Rua Quiri em frente o Banco do Brasil.

Há sete anos no ramo de correspondente bancário operava no município a princípio era local livre de qualquer suspeita. Foi criada para agilizar o atendimento bancário facilitando assim o pagamentos antes somente possíveis nos bancos.  No início de agosto começaram a surgir especulações e denúncias de irregularidades que foram constatadas pelo banco, de imediato começaram as averiguações para a confirmação. Foram a princípio cinco reclamações formalizadas, com elas, a agência se viu obrigada a bloquear o sistema e o local funcionou parcialmente até sexta-feira, 8. A partir daí foi solicitado o encerramento das atividades com base nas denúncias.

Banco do Brasil

Gerente Claudio Pagel garante que todos os que comprovarem que foram lesados serão ressarcidos pelo Banco do Brasil

O gerente da agência local do Banco do Brasil, Claudio Pagel, afirmou à nossa reportagem que cerca de 40 estornos foram feitos no mês de agosto. Os documentos são boletos, taxas e guias ligadas ao Detran e guias de tributos. “Até o momento temos 30 pedidos formais de ressarcimento, isso mostra que nossos números estão “batendo”, e é importante dizer que o volume não é tão grande quanto à especulação em torno do caso”. O gerente salientou ainda sua opinião a respeito dos fatos pra Ele, houve na verdade foi um problema de má gestão por parte do correspondente. “A maioria das transações foi com valor aproximado de 800 reais, com certeza Ele (correspondente) teve dificuldades pessoais e acabou se atrapalhando nas contas” disse. O relato do gerente fica próximo do que o proprietário Elias, postou numa rede social como “nota de esclarecimento”. A postagem diz: “Venho dizer que não tivemos a intenção de lesar ninguém, jamais faria isso, ainda mais na minha cidade, acontece que o Banco do Brasil me bloqueou e como tive acúmulo financeiro nos últimos dois anos não tive liquidez pra quitar todos os títulos”. Ele finaliza dizendo “estar procurando de todas as formas uma solução pra ressarcir a todos que tiveram prejuízo começando com os de maior valor” finalizou.

Quem foi lesado deve procurar a agência do Banco do Brasil portando seus documentos de identidade (RG) e  Certificado de Pessoa Física (CPF) o comprovante do pagamento com o documento e uma declaração escrita a punho relatando o fato. “Toda esta será remitida a diretoria do Banco do Brasil em Brasília, onde será analisada caso a caso”, concluiu o gerente Claudio.

Cliente lesado sendo atendido na Copel

Copel já está ressarcindo os clientes

Por outro lado os consumidores de energia estão tendo transtornos alguns com a possiblidade de corte no fornecimento. O prejuízo causado pela Pague Rápido Recebimentos a Companhia Paranaense de Energia (Copel), pode ser maior. Fomos até o escritório da empresa e constatamos que a procura por ressarcimento é crescente, são pessoas surpreendidas após já terem quitadas suas contas de energia saber que ainda estão em débito com a fornecedora. É o caso de um senhor que estava na sala de espera e posteriormente foi atendido. Com Ele três talões, pagos no correspondente, dois não haviam sido baixados do sistema, ou seja, não estavam quitadas. Somente as duas faturas juntas ultrapassavam mil reais, uma delas havia sido paga em 15 de agosto e a outra em 4 de setembro no correspondente.

Segundo informações obtidas junto aos funcionários da Copel, todos que pagaram suas contas naquele local devem verificar suas faturas, caso tiver dúvidas pode se dirigir ao escritório para averiguação. Para ser ressarcido o cliente deve apresentar o comprovante de pagamento. As contas de luz que estavam no correspondente estão a disposição agora na empresa Campo e Lavoura, localizada na Rua Carvalho, ficando a critério do consumidor deixar ou não a fatura naquele local para retirada.

Há informações da confecção de boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia, e as investigações correm em sigilo.